Importância do geriatra nas alterações cognitivas em idosos (demências)

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, considera-se idoso todo indivíduo com 60 anos ou mais. Atualmente, mais de 28 milhões de brasileiros pertencem a essa faixa etária, representando aproximadamente 13% da população do país. Esse número deve dobrar nas próximas décadas, de acordo com as projeções populacionais do IBGE em 2018. O aumento da expectativa de vida está diretamente associado ao crescimento dos casos de condições comuns nesta fase da vida, como as demências.

As alterações cognitivas, como lapsos de memória e dificuldades de raciocínio, podem ser preocupantes para os idosos e seus familiares. É nesse contexto que a atuação do geriatra se torna fundamental. Esse especialista é capaz de identificar se as mudanças cognitivas são parte do envelhecimento normal ou se indicam condições mais sérias, como demência.

 

 

Principais sinais e sintomas de alterações cognitivas:

  • Dificuldades em lembrar informações recentes ou esquecimentos frequentes.
  • Confusão sobre datas, horários e localização.
  • Problemas em manter a atenção em atividades ou conversas.
  • Dificuldades em seguir instruções ou em se comunicar claramente.
  • Alterações significativas no comportamento ou no humor, como apatia ou irritabilidade.
  • Problemas em executar tarefas que antes eram simples, como cozinhar ou cuidar da higiene pessoal.
  • Tomada de decisões inadequadas ou arriscadas.
  • Dificuldades na coordenação e na realização de atividades físicas.

 

 

O papel do geriatra

O geriatra é essencial no manejo das alterações cognitivas em idosos. Com uma abordagem especializada, ele realiza avaliações precisas que ajudam a determinar a natureza e a gravidade das alterações. Além disso, desenvolve planos de tratamento personalizados, que podem incluir terapias cognitivas, intervenções medicamentosas e recomendações de estilo de vida. Um aspecto crucial do trabalho do geriatra é a coordenação de uma equipe multidisciplinar, que pode incluir psicólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros, para garantir um cuidado abrangente e integrado. Essa abordagem colaborativa visa não apenas melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas também fornecer suporte às famílias, ajudando a enfrentar os desafios associados ao envelhecimento e às demências.

Em resumo, a atuação do geriatra é vital para diagnosticar e tratar as alterações cognitivas, proporcionando ao idoso a oportunidade de manter sua autonomia e qualidade de vida, mesmo diante das dificuldades que podem surgir com o envelhecimento. Para saber mais, agende uma consulta.